sexta-feira, 5 de maio de 2017

Alguns eventos em 2017




I Seminário Internacional de Pesquisa em Arte e Cultura Visual: Dispositivos e Artefatos / Narrativas e Mediações. Montevidéu, Uruguai: UDELAR, 23 a 25 de outubro de 2017. Envio de trabalhos até 14 de julho. http://seminarioculturavisual.enba.edu.uy
I Seminário Internacional de Pesquisa em Arte e Cultura Visual: Dispositivos e Artefatos / Narrativas e Mediações
Montevidéu, Uruguai: UDELAR, 23 a 25 de outubro de 2017. Envio de trabalhos até 14 de julho.
http://seminarioculturavisual.enba.edu.uy

O I Seminário Internacional de Pesquisa em Arte e Cultura Visual é um evento aberto à participação de pesquisadores e estudantes de pós-graduação em arte, cultura visual e áreas afins.
Inicialmente com abrangência apenas local e regional, o evento, realizado anualmente desde 2000 pelo programa de Pós-Graduação em Arte e Cultura Visual da Universidade Federal de Goiás (GO, Brasil), tornou-se nacional em 2008. Com a denominação “Seminário Nacional de Pesquisa em Arte e Cultura Visual” foram realizadas oito edições (2008-2015). A partir desse ano, em parceria com a UDELAR, o seminário passa a ser realizado anualmente em locais alternados: Montevideo e Goiânia, passando a denominar-se “Seminário Internacional de Pesquisa em Arte e Cultura Visual”.
Nesta edição, a primeira de caráter internacional a realizar-se em Montevidéu (Uruguai), o seminário reúne pesquisas referentes a três linhas do Programa de Pós-graduação em Arte e Cultura Visual (FAV-UFG) e a linhas afins ao Núcleo de Pesquisa em Cultura Visual, Educação e Construção de Identidade (IENBA-UDELAR). A Edição terá como temática Dispositivos e Artefatos / Narrativas e Mediações, onde serão analisados tanto o impacto no uso das tecnologias, como os relatos e as atuações entre as pessoas e os objetos, sempre na perspectiva contemporânea de pesquisa em Arte e Cultura Visual.
Neste sentido, o evento será orientado, principalmente, às metodologias e objetos de pesquisa em relação às formas de realizar pesquisa em Arte e Cultura Visual, favorecendo a compreensão e a divulgação de métodos e resultados de trabalhos que incluem a utilização das tecnologias do visual. Estas tecnologias, presentes nas narrativas e nas poéticas da produção contemporânea, intervêm de maneira privilegiada nas relações entre as pessoas, mas também produzem novas maneiras de usos e recursos cotidianos. (Fonte: UFG/UDELAR)


V Colóquio Nacional Michel Foucault: A Arte Neoliberal de Governar e a Educação. Uberlândia, MG: UFU, 2 a 4 de agosto de 2017. www.cnmf.faced.ufu.br
V Colóquio Nacional Michel Foucault: A Arte Neoliberal de Governar e a Educação
Uberlândia, MG: UFU, 2 a 4 de agosto de 2017

(Participei com a comunicação "Arte em Movimento entre Linguagens: Um Questionamento Disciplinar".)

"Michel Foucault, no início da década de 1970, começa a se interessar e a se ocupar, em suas pesquisas, com a atuação do poder sobre os corpos e sobre a vida na sociedade ocidental. Seu empreendimento de análise remonta aos percursos das várias tecnologias de poder a partir do século XVII até a sofisticada constituição da estrutura política contemporânea, demarcando o eixo genealógico de sua obra, no qual há a indagação sobre as relações mantidas através de estratégias e táticas de poder na produção de saberes e como o sujeito se constitui nessa articulação poder-saber.
No desenvolvimento desse eixo genealógico, a partir da trilogia dos cursos Em defesa da sociedade (1975-1976), Segurança, território, população (1977-1978) e Nascimento da biopolítica (1978-1979) desenvolvidos no Collège de France, Foucault provoca um certo deslocamento ou mesmo uma ampliação de sua analítica do poder, perfazendo uma incursão na reflexão acerca do Estado, como governo sob forma política, tematizando as artes de governar.
Dessa forma, há o acoplamento na analítica do poder, de outros domínios, de outros conjuntos de práticas e também de outras instâncias, de sorte que o domínio do corpo e das instituições, adstrito à tecnologia disciplinar é ampliado para o domínio da vida dos homens e de sua gestão, numa estratégia biopolítica de regulação da vida.
Na problemática descortinada pela biopolítica, inscreve-se a noção de governamentalidade como umEstado de governo que tem seu ponto de incidência na população e que Foucault mobiliza para a compreensão da relação Estado-população, entendendo a governamentalização do Estado como um problema da modernidade e que traz os próprios limites e sobrevivência da política estatal como algo que só pode ser compreendido a partir de técnicas e táticas gerais de poder ligados ao modo de condução da vida dos homens.
Trata-se de dimensionar o Estado no inventário da problemática do governo através da análise dos mecanismos de segurança na percepção de questões específicas da população, o que consubstancia a série segurança-população-governo, tendo como desdobramentos o estudo do liberalismo e dos neoliberalismos como artes de governar.
É no jogo entre população e indivíduo, entre regulação e disciplina, por assim dizer, que são engendradas práticas sociais, configurando e reconfigurando instituições na imanência dessas mesmas práticas sociais que têm na governamentalização do Estado seu ancoradouro e, paralelamente, seu escoamento, uma vez que a própria governamentalidade é a um só tempo, interior e exterior ao Estado.
A problemática da governamentalidade assinala a entrada da questão do Estado no campo da análise política dos micropoderes, de modo que a gestão dos processos biossociológicos das massas humanas envolve os aparelhos do Estado, o que permite compreender a arte neoliberal de governar como forma de racionalidade própria dos dispositivos de regulação biopolítica no tempo presente.
O campo educacional, certamente é um locus em que essa racionalidade neoliberal, assim como práticas fundamentadas nessa racionalidade, entendida como um modo de vida, ganha cada vez mais espaço na atualidade. A escola decifrada pela forma econômica do mercado, por sua vez, funciona como um aparelho de biorregulação produzindo subjetividades individuais e sociais emaranhadas no modo de vida neoliberal, conectando-se a mecanismos que atuam em defesa da sociedade como se encontra montada.
Pro isso, a realização do V Colóquio Nacional Michel Foucault, elegendo como temática a arte neoliberal de governar e a educação, constitui um importante espaço para a problematização sobre os efeitos da função da educação dirigida pela lógica neoliberal, assim como, para a reflexão acerca de sua potência de criatividade e resistência aos códigos de inteligibilidade do mercado, especialmente nesse momento histórico que nos atravessa" (Fonte: FACED-UFU).

VII Seminário Conexões: Deleuze e Cosmopolíticas e Ecologias Radicais e Nova Terra e… Campinas, SP: Unicamp, 27 a 29 de novembro de 2017. http://seminarioconexoes2017.hotglue.me
VII Seminário Conexões: Deleuze e Cosmopolíticas e Ecologias Radicais e Nova Terra e…
Campinas, SP: Unicamp, 27 a 29 de novembro de 2017
http://seminarioconexoes2017.hotglue.me

(Participarei com a proposta "Poéticas no “entre”: sobre narrativas menores e/ou fabulações e/ou imagens-tempo".)

O Seminário Conexões chega em 2017 a sua sétima edição. Desde 2009 o evento propõe proliferações com o pensamento do filósofo Gilles Deleuze em interseções as mais inusitadas. Embora nosso dever seja o de ser intempestivos a nosso tempo, é ele na sua condição de contemporâneo que nos força a pensar. O Antropoceno, como tempo marcado pelas catástrofes, pelas mudanças climáticas e nossa ação irreversível sobre as condições materiais de existência, sobre Gaia; parece que nos joga em direção ao fim do mundo. Um beco sem saída onde a comunicação e educação se tornam cúmplices de nossa miséria. No entanto, não acreditamos no fim do mundo, como um Grand Finale, pois para quem acredita nas potências criativas da vida e do humano, o Novo, sempre advém do fim de um mundo que dá lugar a um outro. O mundo como uma cosmogênese constante. Uma comunicação entendida como multirelacionalidade que se diz potente ao afetar e ao se deixar afetar abrindo novas individuações e transformações na matéria; assim como uma educação como possibilidade de deslocar a aprendizagem para uma condição de ambiências imanentes que colocam o humano e não humano em processos de apreensão, de se apre(e)nderem mutuamente como encontro entre heterogêneos, podem ser os mais potentes aliados para um mundo que se resiste a acabar. É por isso, que este ano o Conexões pretende se jogar em experimentações a partir do conceito de Deleuze e Guattari de Nova Terra. Acreditamos que a infindável procura por reinventar e refazer o mundo, por compor uma nova imagem do pensamento é sempre a procura por uma Nova Terra, por povoar uma e outra vez, por fazer diferir a mecanosfera que não para de afirmar seu des-fundamento como potência criadora e onde uma constelação de conceitos outros emerge e estes fazem contato dando consistência a possíveis e impensadas Cosmopolíticas e Ecologias Radicais. O que pode o humano nos seus devires em tempos de catástrofe? É talvez a pergunta que tem nos des-orientado no pensamento com as mudanças climáticas na Revista ClimaCom - Labjor e no OLHO Laboratório de Estudos Audiovisuais da FE e que nos instiga a querer fazer deste VII Seminário um experimento em estar junto onde modos e lógicas de pensamento as mais díspares e aberrantes façam funcionar o pensamento de Deleuze e Guattari, na vontade de farejar faíscas dos modos como essa Nova Terra, suas Cosmopolíticas e Ecologias Radicais, podem aparecer e… (Fonte: Unicamp)

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